‘Mais uma farsa desmontada. Nenhum indício de interferência’, diz Bolsonaro


postado em 22/05/2020 19:04 / atualizado em 22/05/2020 19:15


(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou uma rede social para comentar a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, autorizada pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (22/5). Segundo o presidente, a gravação não apresenta “nenhum indício de interferência na Polícia Federal”.

“Mais uma farsa desmontada. Nenhum indício de interfência na Polícia Federal. João 8, 32: ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará'”, escreveu Bolsonaro no Facebook, em uma publicação que contém ainda um trecho de 21 minutos da reunião.
 

 

 
O vídeo da reunião foi requisitado pelo STF no âmbito de uma investigação sobre uma suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. A acusação foi feita pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
 
 
A divulgação foi autorizada nesta sexta pelo ministro Celso de Mello. Segundo o STF, o ministro decidiu divulgar a íntegra da gravação, com exceção apenas de trechos “em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática”. 
 

Trechos

O vídeo confirma informações que já haviam sido divulgadas. Como a que o presidente falou que não iria esperar “foder” a família dele, bem como teria chamado o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) de “bosta”. Outra informação confirmada é a de que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chamou Brasília de “porcaria” e “cancro”
 

Em outra parte, Bolsonaro enfatiza que os ministros deveriam concordar com as “bandeiras dele”. Caso contrário, esperassem “em 2022 o Álvaro Dias, o Alckmin, o Haddad ou talvez o Lula e vá ser feliz com eles”. Uma das ideias é o armamento. O presidente disse querer armar toda a população para que as pessoas pudessem reagir ao que chamou de ditadura. Nas palavras de Bolsonaro, “é facílimo” instaurar uma ditadura no Brasil. O presidente referia-se às decisões de governadores e prefeitos acerca do fechamento do comércio.

 
Outra declaração polêmica do ministro da Educação diz respeito ao STF. “O povo está gritando por liberdade. Eu por mim botava todos esses vagabundos na cadeia, a começar pelo STF”, disse Weintraub. 

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