Onze novos detidos por tentativa de 'invasão' da Venezuela

No começo do mês, cerca de 60 pessoas chegaram à Venezuela de barco para tentar tirar o líder Nicolás Maduro do poder. Liderado por um ex-militar dos EUA, o grupo fracassou –8 morreram e 40 foram presos, incluindo dois outros ex-militares americanos. Homem observa passagem de patrulheiros militares em Macuto, na Venezuela, no domingo (3)
Manaure Quintero/Reuters
Onze “terroristas” foram presos no domingo(10) por uma tentativa de “invasão” marítima ao norte da Venezuela, informaram as autoridades do país. Com essa detenção, são mais de 40 capturados, incluindo dois americanos acusados de terrorismo.
O que se sabe sobre a ‘invasão frustrada’ que terminou com a prisão de dois americanos na Venezuela
“Capturados hoje outros três mercenários terroristas na Colônia Tovar”, uma pequena comunidade de descendentes alemães localizada a uma hora de Caracas, escreveu em uma rede social o almirante Remigio Ceballos, chefe do comando estratégico operacional militar das Forças Armadas.
Venezuela denuncia tentativa de invasão do país com participação de ex-militares dos EUA
Os suspeitos foram detidos por policiais das Forças de Ações Especiais (FAES), depois que três “mercenários” foram presos no sábado, conforme anunciado pelo presidente socialista Nicolás Maduro.
Horas depois, a televisão estatal reportou que agentes militares capturaram outros oito “terroristas” no estado de Vargas (norte).
“Vamos capturar todos eles”, disse Maduro em pronunciamento na televisão.
Operação Gedeón
Quarenta e cinco pessoas foram presas por uma “invasão” frustrada nos dias 3 e 4 de maio nas cidades costeiras de Macuto e Chuao, no norte da Venezuela, segundo o governo chavista.
Entre eles, os militares aposentados Luke Alexander Denman, 34, e Airan Berry, 41, foram indiciados por, entre outras acusações, terrorismo, punível com até 30 anos de prisão.
Outros 29 venezuelanos detidos foram acusados de “conspiração com um governo estrangeiro” – especificamente Estados Unidos e Colômbia – e outros crimes, informou a promotoria na sexta-feira.
O plano, segundo o governo Maduro, buscava a “captura, prisão e remoção” do líder socialista e a “instalação” do opositor Juan Guaidó, reconhecido como o presidente da Venezuela por cinquenta países, liderados pelos Estados Unidos.
Em 3 de maio, foi reportado que oito suspeitos da invasão morreram em confrontos.


Fonte/Referência: G1

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