França registra 80 mortes em 24 horas, o menor número em mais de um mês

O resultado positivo foi anunciado dois dias depois do acirramento das regras de isolamento social no país; número de novos casos em UTIs também cai. A epidemia de coronavírus causou 80 mortes nas últimas 24 horas na França, o menor balanço diário desde o início de abril, informou neste sábado (9) a Direção-Geral da Saúde. O número total de falecimentos chegou a para 26.310.
Homem coloca placa improvisada com a mensagem ‘O essencial merece mais do que um salário mínimo’, na cidade de Bayonne, no sudeste da França, nesta sexta-feira, 1º de Maio
Bob Edme/AP
Do montante de óbitos registrados nas últimas 24 horas, 76 ocorreram em hospitais e apenas quatro em instalações médicas sociais e casas de repouso, uma queda dramática em comparação com as estatísticas diárias das últimas semanas.
Dois dias após o confinamento começar a aumentar, a pressão sobre os serviços de terapia intensiva continua diminuindo. O número de pacientes gravemente doentes diminuiu em 56 casos em comparação com a contagem anterior.
Segundo a DGS, 22.614 pessoas ainda estão hospitalizadas na França devido ao vírus, com 265 novas internações nas últimas 24 horas.
Desde o início da epidemia da COVID-19, 95.829 pessoas foram internadas em hospitais do país, 56.038 das quais já voltaram para casa.
“A epidemia ainda está ativa e evoluindo e o vírus circula em muitas áreas do território”, alertou a DGS, que pediu a manutenção de medidas de higiene e de distanciamento social com o início do desconfinamento na segunda-feira.
Emergência sanitária
O Parlamento aprovou definitivamente neste sábado o texto para estender o estado de emergência sanitária até 10 de julho na França.
O Senado havia dado luz verde um pouco antes, após um compromisso no comitê entre deputados e senadores sobre este importante texto para a gestão da crise.
O presidente francês Emmanuel Macron já anunciou que recorrerá ao Conselho Constitucional para o controle dessa lei, enquanto os oponentes expressam preocupação com as restrições das liberdades públicas.


Fonte/Referência: G1

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