Fernando de Noronha zera casos de covid-19 e estuda flexibilização


Noronha conviveu com a doença por 44 dias
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A Administração de Fernando de Noronha confirmou neste sábado (9) que conseguiu zerar os casos de <a href="https://noticias.r7.com/saude/novo-coronavirus"><strong>covid-19 </strong></a>na ilha. Todos os 28 pacientes que foram infectados estão curados e as últimas quatro suspeitas foram descartadas. O local <a href="https://noticias.r7.com/cidades/isolada-pela-pandemia-fernando-de-noronha-volta-no-tempo-09042020%5D"><strong>conviveu com a doença por 44 dias</strong></a>.


O prazo de quarentena em Fernando de Noronha será encerrado neste domingo (10).


Desde abril, os moradores da ilha vivem em regime de isolamento. Segundo a administração do local, eles estavam preenchendo formulários via internet para solicitar autorização para sair de casa.


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"Temos que agradecer a população, que precisa ser parabenizada. Sofremos muito quando anunciamos a quarentena, dia 20 de abril, como uma medida rígida, porém necessária. Agora, enquanto o Brasil começa a entrar no lockdown, Noronha já está saindo. É o primeiro lugar a zerar o coronavírus e mostrar ao Brasil e ao mundo um exemplo prático de que o isolamento dá certo", afirma Guilherme Rocha, administrador da ilha.


"Todas essas ações inconvenientes e chatas trazem hoje esse resultado. Tudo isso é reflexo do respeito que a população teve pelas medidas implementadas pelo governo. A gente é mais forte quando se une, quando estamos juntos e quando a gente se respeita. Isso fez Noronha vencer e passar por essa pandemia", complementou Guilherme.


Agora, o governo estuda um protocolo de flexibilização para o retorno das atividades no local. A reabertura da ilha será inicialmente para os moradores. "Ainda teremos regras e recomendações, porque zeramos os casos mas precisamos ter a certeza de que o vírus não circula mais na ilha. A abertura para a comunidade se dará em algumas etapas, com recomendações a serem seguidas", afirma o administrador. 


Ele destaca que "é preciso toda cautela do mundo". "O continente ainda está em uma situação muito perigosa. Daí a nossa preocupação em trabalhar de forma controlada para ver como vai ser o retorno dos moradores que estão no Recife, pelo risco de contaminação que estão vivendo."


Durante a quarentena, o arquipélago anunciou uma série de medidas de segurança para evitar a propagação do coronavírus. O primeiro caso confirmado foi de um funcionário do aeroporto Wilson Campos, no dia 27 de março. O Governo do Estado já havia decretado o fechamento do local para visitantes. Com os bons resultados, a ilha serve de exemplo.
"A gente se sente feliz, porque vê o trabalho dando resultado, mas infelizmente não podemos comemorar enquanto acontecem tantas mortes diárias pelo país. Se a gente está sendo exemplo para o Brasil, que esse exemplo seja seguido. Vamos rezar para isso. No momento em que estamos vendo tanto sofrimento do povo brasileiro, não há motivo para comemoração. Vamos esperar, que a hora vai chegar", conclui Guilherme.

Fonte/Referência: R7

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