Startup fabrica protetores faciais em impressora 3D contra Covid-19

Criada no Programa Institucional de Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa (PIBEP) da PUCPR, startup produz face shields reutilizáveis A pandemia da Covid-19 é um dos maiores desafios já enfrentados pelos profissionais de saúde. Com o crescimento no número de infectados, uma das maiores preocupações da área é garantir a disponibilidade de equipamentos de proteção para atendimento aos pacientes. Álcool gel, luvas, máscaras e face shields são os principais itens que previnem a contaminação no setor médico e hospitalar.
Em busca de diminuir a diferença entre oferta e demanda de equipamentos preventivos, diversas iniciativas privadas redirecionam seus projetos. É o caso da BioPrint, startup criada no Programa Institucional de Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa (PIBEP) da PUCPR. Com uma impressora 3D e matéria-prima própria, a BioPrint iniciou a fabricação de protetores faciais para distribuição gratuita a médicos e enfermeiros. “Vimos o modelo de protetor usado na Itália, procuramos um molde que já estivesse disponível abertamente na internet, pesquisamos os materiais adequados e começamos a produzir na nossa impressora”, explica Giovanna Rothert, estudante de Medicina Veterinária da PUCPR e uma das fundadoras da startup, junto com Gabriel Beraldo, recém-formado em Engenharia de Controle e Automação, e a professora de Biotecnologia, Maria Cristina Vasconcellos.
Como são feitos os protetores faciais
Uma bolha de acetato translúcido, colocada em moldador do mesmo material, protege o usuário de secreções e aerossóis. Ela é fixada a um arco feito de PETG em impressora 3D. Os materiais escolhidos prezam pela eficácia e pelo conforto – o PETG é resistente, anatômico e sustentável. Tanto o arco quanto a bolha podem ser reutilizados após higienização com álcool 70%.
O custo de produção por unidade é de R$ 10. “Com R$100 e uma impressora 3D conseguimos produzir, em média, 10 protetores faciais por dia”, destaca Giovanna. Entre as vantagens, além da segurança, os fundadores da BioPrint destacam a qualidade dos materiais e a possibilidade de reutilizar os protetores, ao contrário dos similares descartáveis.
Equipe busca apoio para reforçar produção
A fabricação dos protetores pode ser escalonada e ajudar especialmente a rede pública de saúde. Já existem contatos com a Prefeitura de Curitiba e o projeto Curitiba Contra o Corona está intermediando a logística para parceiros que possam fazer o encaminhamento dos produtos para a rede do município.


Fonte/Referência: G1

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