Dólar fecha em queda pela 2ª sessão seguida, mas segue acima de R$ 5

Moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,0260, com queda de 1,41%. Na semana, alta foi de 4,43%. Notas de dólar
Gary Cameron/Reuters
O dólar fechou em queda pelo segundo dia seguido nesta sexta-feira (20), último dia de negócios de mais uma semana de forte tensão nos mercados financeiros em todo o mundo, provocada pelas incertezas quanto ao crescimento econômico mundial abalado pela pandemia de coronavírus.
O mercado reagiu a esperanças globais de estímulo econômico em resposta ao coronavírus, com os investidores ainda atentos a intervenções do Banco Central do Brasil nos mercados.
A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,0260, com queda de 1,41%. Veja mais cotações.
Na quinta, o dólar recuou 1,88%, a R$ 5,0978, com os investidores reagindo à intervenção do Banco Central (BC) nos mercados e ao anúncio de linhas de swap de dólar do Federal Reserve com o Brasil.
Na semana, o dólar acumulou alta de 4,43%. Foi o maior avanço semanal desde 24 de agosto de 2018, quando subiu 4,85%, segundo a Reuters.
Na parcial do mês, o avanço é de 12,16%. Em 2020, a alta é de 25,34%.
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Cenário externo
Lá fora, as bolsas da China fecharam em alta, mas o índice das chamadas ‘blue chips’ teve a pior semana em 17 meses. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,8%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,6%.
Na Europa, as bolsas também subiram, ao passo que os preços do petróleo voltaram a cair.
Estímulos ao mercado
Em todo o mundo, as autoridades correram para fornecer apoio aos mercados, que nas últimas semanas foram assolados por uma onda de aversão a risco.
A Comissão Europeia disse nesta sexta-feira que está estudando a flexibilização das regras da dívida para os estados membros e a emissão de títulos comuns, enquanto o Senado dos EUA debate um pacote de mais de US$ 1 trilhão que incluiria ajuda financeira direta para os norte-americanos. Ao mesmo tempo, fontes disseram à Reuters que a China deve liberar trilhões de iuanes em estímulo fiscal.
“Hoje, os mercados internacionais exibem certo otimismo em relação às medidas que estão sendo adotadas pelos governos no âmbito global”, disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, de acordo com a Reuters.
No cenário doméstico, o BC ofereceu nesta sexta novas operações compromissadas em moeda estrangeira, modalidade de operação anunciada antes pelo banco com o objetivo de garantir o bom funcionamento dos mercados.
“Registre-se que a última vez que a autoridade monetária realizou esse tipo de operação foi em 2008 quando da crise do subprime nos Estados Unidos”, comentou Gomes da Silva. “Na prática, essas operações equivalem a ‘repos’, que também têm sido amplamente implementadas por outros bancos centrais, como consequência da crise.”
Variação do dólar em 2020
Economia G1


Fonte/Referência: G1

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