Abastecimento segue regular apesar de greve na Petrobras, diz ANP

Diante da greve dos petroleiros, agência alertou ao TST para risco de desabastecimento. Diretor-geral afirma ser ‘só um alerta’. A greve dos petroleiros, que completa 14 dias nesta sexta-feira (14) ainda não compromete o abastecimento de combustíveis no país. É o que afirmou o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
“Não existe nenhuma informação de anormalidade, a não ser a de que a Petrobras está atuando com equipes de contingência”, afirmou Oddone.
Décio Oddone, diretor geral da ANP, em imagem de arquivo
Pilar Olivares/Reuters
Na véspera, a ANP enviou oficio ao Tribunal Superior do Trabalho alertando que a paralisação dos funcionários da Petrobras poderá levar ao desabastecimento de combustíveis no país.
“Foi só um alerta”, ponderou Oddone nesta sexta. Ele enfatizou que, até o momento, não houve nenhuma informação de impactos na produção em nenhuma unidade. Segundo ele, o plano de contingência implementado pela Petrobras “é seguro e a ANP está acompanhando de perto [as operações].
Ainda segundo Oddone, a Procuradoria-Geral da ANP estuda entrar como parte interessada no processo que tramita no TST em relação à greve dos petroleiros.
“Nosso interesse é que a greve não afete o abastecimento e a vida dos brasileiros”, disse.
‘Nenhuma gota’
Segundo o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a estatal não registrou perdas na produção apesar da greve, já que conta com equipes de contingência nas unidades. Segundo ele, esse plano de contingência da empresa para lidar com greve vai durar o tempo que for necessário.
“Nenhuma gota de petróleo deixou de ser produzida (por conta da greve)”, afirmou ele a jornalistas, de acordo com Reuters.
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Assinatura de contratos
Nesta sexta foram assinados, durante cerimônia na sede da ANP, no Centro do Rio, contratos da 16ª Rodada e do 1º Ciclo da Oferta Permanente, ambas realizadas no ano passado.
Da 16ª Rodada foram arrematados 12 dos 36 blocos ofertados, que somaram R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura e para os quais estão previstos investimentos mínimos de R$ 1,6 bilhão somente na fase de exploração. Os 12 contratos foram assinados nesta sexta.
Já da Oferta Permanente foram assinados 22 dos 45 contratos fechados na sessão pública de ofertas. Os demais 23 contratos serão assinados até 10 de maio, segundo a ANP. Os blocos arrematados nesta rodada sonaram R$ 22,3 milhões em bônus de assinatura e preveem investimentos exploratórios mínimos de R$ 320 milhões.
Segundo o diretor-geral da ANP, a assinatura simultânea de tantos contratos reforça “a pujança do que a gente viveu” com o ciclo de grandes leilões, que chegou ao fim.
“As grandes áreas do pré-sal já conhecidas já foram oferecidas. Cada vez mais vamos voltar nossos leilões à exploração convencional”, disse.


Fonte/Referência: G1